sexta-feira, 22 de julho de 2011
Sinto vontade de chorar. Vontade de desabar em qualquer ombro que diga que se importa, mesmo que não se importe mesmo. Só pra ter um segundo de apoio. Um segundo de calor humano mesmo que este não seja calor pra mim. Dá vontade de morrer de vez. Não assim aos poucos, não observando as coisas irem caindo aos poucos. Dá vontade de ver tudo cair. Dá vontade de deixar tudo cair. Tenho feito tanto pelos outros, tudo que me pedem, tudo que precisam. Tenho recebido tão pouco em troca. Porque as pessoas estão tão preocupadas em me contar sobre os seus problemas. Tem tanto tempo que eu não escuto um “tá tudo bem?” sincero. Mas ao contrário, tenho recebido sobrecargas de problemas alheios. Não me aguento mais. Não aguento essa sequência de erros. Não sei porque você se foi agora. Não sei mais porque todo mundo se vai. Parece que eu tô no mundo errado, mas se este não é meu, por favor, me mandem pra outro. Eu não posso ficar tentando me adaptar no que não existe. Tenho me sentido sozinha. Na maior parte do tempo, e no resto de tempo que sobra, me sinto vazia e oca. Me sinto gritando. Mas ninguém tem parado pra me ouvir.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
"Alô? Tem algo marcado pra hoje? Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa? (E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia… Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios… O coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei… Queria saber se você não está a fim de amar um pouco? Se aceita ser amado. E me amar.) Aí a gente pode bater um papo. Sair com a turma."
— Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Quero vestir sua camisa, e fazê-la de pijama, quero bagunçar seu cabelo e beijar sua testa, quero morder suas costas e beijar sua nuca, quero bagunçar seu guarda-roupa, quero desorganizar suas coisas, e deixar teu quarto uma bagunça, quero passar a noite vendo filmes de terror ao teu lado, quero ouvir você me chamar de minha, quero você bagunçando meu cabelo, dizendo baixinho no meu ouvido o quanto me ama, quero você em noites frias em baixo do meu cobertor, quero você me puxando pela cintura e me arrancando suspiros, quero você com seus defeitos, pele e apelos, quero seus beijos seus carinhos, quero dormir, sonhar e acordar contigo.
Eu quero você.
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